Serviço principal · raios X e gamagrafia

Radiografia Industrial

Radiografia industrial — ensaio radiográfico por raios X e gamagrafia — em soldas, tubulações, fundidos e forjados, com laudo conforme ASME, API, AWS, ISO 17636 e Petrobras N-1595, proteção radiológica autorizada pela CNEN/ANSN e responsabilidade técnica de inspetor Nível III.

Filme radiográfico de junta soldada com marcadores de posição visto no negatoscópio

O método

O que é radiografia industrial (ensaio radiográfico)

A radiografia industrial é o ensaio não destrutivo (END) que usa radiação ionizante — raios X gerados por um aparelho elétrico ou raios gama emitidos por uma fonte radioativa selada — para formar a imagem do interior de um material. A radiação atravessa a peça e é absorvida de forma diferente conforme a espessura e a densidade de cada região; o que chega ao outro lado sensibiliza um filme radiográfico (ou um detector digital) e produz uma imagem em que diferenças de absorção viram diferenças de tom.

Onde há um vazio — um poro, uma falta de fusão, um rechupe de fundição — a radiação encontra menos material, atravessa com mais facilidade e escurece mais o filme. Onde há material mais denso, como uma inclusão de tungstênio, chega menos radiação e a região fica mais clara. Por isso a radiografia é um ensaio volumétrico: enxerga a seção inteira da peça, e não apenas a superfície, como fazem o ensaio visual, o líquido penetrante ou as partículas magnéticas.

O resultado é um registro permanente, reavaliável e auditável: o mesmo filme que o inspetor da CB interpreta pode ser revisto pelo fiscal do cliente, pelo organismo certificador ou por um Nível III anos depois. Essa combinação — ver dentro da solda e documentar o que foi visto — faz da radiografia o método de referência para aceitação de soldas em vasos de pressão, tubulações, dutos e estruturas.

Esta página reúne o essencial sobre o ensaio. As páginas irmãs aprofundam cada modalidade: raio X industrial, gamagrafia industrial, radiografia de tubulações, inspeção de soldas por radiografia e radiografia digital (CR/DR).

Dois inspetores da CB Inspeções preparam o ensaio radiográfico sob um vaso de pressão na planta do cliente

Como funciona

Da fonte ao filme: o caminho da imagem radiográfica

  1. Fonte de radiação. Um aparelho de raios X (tubo com alvo de tungstênio; a tensão em kV define a energia e o poder de penetração, a corrente em mA e o tempo definem a exposição) ou uma fonte gama — Irídio-192 ou Selênio-75 — guardada em um irradiador blindado e exposta por comando a distância.
  2. Geometria da exposição. Distância fonte-filme, posição da fonte em relação à junta (parede simples, parede dupla ou panorâmica), tamanho focal e penumbra geométrica dentro do limite da norma. Marcadores de posição e identificação em chumbo são fixados sobre a peça para que a imagem seja rastreável.
  3. Registro. Filme radiográfico de classe adequada (ISO 11699-1 / ASTM E1815) em chassi com telas intensificadoras de chumbo — ou placa de fósforo (CR) e detector digital (DR) na técnica digital.
  4. Processamento. Revelação, fixação, lavagem e secagem com controle de tempo, temperatura e estado dos banhos; na técnica digital, leitura da placa ou aquisição e calibração do detector.
  5. Interpretação. Leitura no negatoscópio com densitômetro calibrado: identificação, densidade, IQI visível, ausência de artefatos. Só então as indicações são classificadas e o critério de aceitação é aplicado.
  6. Laudo. Resultado por junta ou peça, com descrição e localização das descontinuidades e status aprovado/reprovado, assinado por inspetor qualificado e revisado pelo Nível III.

Raios X ou gamagrafia

Raios X ou gamagrafia: comparativo

As duas técnicas produzem radiografias com a mesma lógica de interpretação. A escolha é de engenharia: material, espessura, geometria, acesso, energia disponível e exigência de sensibilidade da norma.

CritérioRaio X industrialGamagrafia (Ir-192 / Se-75)
Origem da radiaçãoTubo de raios X alimentado por gerador de alta tensão; só emite radiação enquanto ligado.Fonte radioativa selada, que emite continuamente e fica blindada dentro do irradiador quando não está em exposição.
Energia elétrica no localNecessária (rede ou gerador).Dispensável — irradiador, tubo-guia e cabo de comando são mecânicos.
Espessuras usuais em açoDe chapas finas a dezenas de milímetros, conforme a tensão do aparelho (a ISO 17636-1 limita a tensão máxima pela espessura penetrada).Se-75: cerca de 10 a 40 mm · Ir-192: cerca de 20 a 100 mm (faixas da ISO 17636-1, classe A).
Contraste e sensibilidadeSuperior em paredes finas e ligas leves (alumínio, inox fino), pela energia mais baixa e ajustável.Adequada à norma; o Se-75 melhora o contraste em paredes finas em relação ao Ir-192.
Mobilidade e acessoBoa em bancada, bunker e fabricação; em campo exige logística de energia e suporte do aparelho.Excelente: tubulações, alturas, espaços confinados, plataformas e obras remotas.
Técnica panorâmicaApenas com tubo de emissão panorâmica.Natural: fonte no centro do tubo ou vaso, junta inteira em uma exposição.
LicenciamentoInstalação e operadores autorizados pela CNEN/ANSN.Idem, com controle de inventário de fontes, testes de fuga e transporte conforme CNEN NN 5.01.
Onde é usualFabricação, peças de precisão, corpos de prova, fundidos e ligas leves.Tubulações, dutos, vasos, montagem e manutenção em campo.

Faixas de espessura são orientativas; a técnica definitiva é fixada no procedimento radiográfico, qualificado conforme a norma aplicável.

O que a imagem revela

O que a radiografia detecta — e como cada descontinuidade aparece

No filme, vazios escurecem e materiais mais densos clareiam. Saber ler essas diferenças é o que separa uma indicação de um defeito.

DescontinuidadeComo aparece na radiografiaOnde costuma ocorrer
Porosidade (poros)Pontos escuros arredondados, isolados, agrupados, alinhados ou alongados (vermiformes). Quanto maior o vazio, mais escura a indicação.Gás aprisionado no metal de solda: umidade, contaminação, proteção gasosa deficiente.
Inclusão de escóriaManchas escuras irregulares, alongadas ou isoladas, em geral ao longo da linha de fusão ou entre passes.Eletrodo revestido e arame tubular com limpeza insuficiente entre passes.
Inclusão de tungstênioPontos claros e bem definidos — o tungstênio é mais denso que o aço e absorve mais radiação.Soldagem TIG (GTAW), toque do eletrodo na poça.
Falta de fusãoLinha escura fina, geralmente reta, deslocada do centro do cordão (na face do chanfro) ou entre passes.Energia de soldagem baixa, ângulo incorreto, chanfro sujo.
Falta de penetraçãoLinha escura reta, contínua ou intermitente, bem no centro da imagem da raiz.Abertura de raiz insuficiente, nariz alto, energia baixa.
TrincaLinha escura fina, irregular, às vezes ramificada. Aparece bem quando o plano da trinca está alinhado com o feixe; trincas muito fechadas ou inclinadas podem passar despercebidas.Trincas a quente no cordão ou na cratera; trincas a frio (hidrogênio) na ZTA.
Mordedura (undercut)Faixa escura irregular acompanhando a margem do cordão, na face ou na raiz.Corrente alta, velocidade ou ângulo inadequados.
Excesso de penetração / concavidade de raizÁrea clara (excesso de metal) ou área escura alongada (concavidade) na raiz.Parâmetros de raiz e ajuste da junta.
Desalinhamento (high-low)Mudança abrupta de tom ao longo da raiz, com uma borda mais clara que a outra.Montagem e ponteamento.
Descontinuidades de fundiçãoRechupes (áreas escuras irregulares ou dendríticas), porosidade gasosa, inclusões de areia (escuras), gotas frias (linhas escuras de contorno liso) e trincas a quente.Fundidos de válvulas, bombas e conexões.
Corrosão e obstrução em linhasPerda de espessura visível no perfil radiográfico (técnica tangencial); depósitos e obstruções como áreas de tom diferente no interior do tubo.Tubulações em operação, inclusive sob isolamento térmico.
Filme radiográfico no negatoscópio mostrando cordão de solda com porosidade agrupada
Porosidade agrupada: poros escuros sobre o cordão mais claro.
Filme radiográfico no negatoscópio com indicação de falta de fusão na junta soldada
Falta de fusão: linha escura fina e reta, deslocada do centro do cordão.

Veja os critérios de aceitação por código na página de inspeção de soldas

Técnicas de exposição

Parede simples, parede dupla e panorâmica

  • Parede simples, vista simples (PSVS)Fonte de um lado, filme do outro e apenas uma parede no feixe. É a técnica de referência para chapas, vasos, costados e tubos de grande diâmetro com acesso interno.
  • Parede dupla, vista simples (PDVS)Fonte e filme do lado de fora do tubo: a radiação atravessa as duas paredes, mas só a parede junto ao filme é avaliada. Usada quando não há acesso interno; o ASME V exige no mínimo três exposições defasadas de 120° para cobrir a junta.
  • Parede dupla, vista dupla (PDVD)Para tubos de pequeno diâmetro (pelo ASME V, até 3½ pol. de diâmetro externo): a fonte é deslocada para projetar a junta em elipse e as duas paredes são avaliadas na mesma imagem — no mínimo duas exposições a 90° (elíptica) ou três (sobreposta).
  • PanorâmicaFonte posicionada no centro do tubo ou vaso e filmes em todo o perímetro: a junta inteira em uma única exposição. Ganho de produtividade em spools e grandes diâmetros com acesso interno.

Como aplicamos cada técnica em juntas de tubulação

Inspetor operando o equipamento de gamagrafia junto a tubos de aço inox de grande diâmetro em galpão industrial
Filme radiográfico de solda com indicador de qualidade de imagem (IQI ASTM) e marcadores de posição no negatoscópio

Qualidade da imagem

IQI, densidade e sensibilidade: os parâmetros que validam o ensaio

Uma radiografia só serve para aprovar ou reprovar se a própria imagem prova que foi capaz de mostrar o defeito. É isso que estes controles garantem.

  • IQI (indicador de qualidade de imagem)De furos (ASTM E1025) ou de fios (ASTM E747, ISO 19232-1), escolhido pela espessura e posicionado, sempre que possível, do lado da fonte. O furo ou fio essencial precisa estar visível: é a prova objetiva de que a técnica enxerga o que promete.
  • Densidade ópticaMedida com densitômetro calibrado na região de interesse. O ASME V aceita de 1,8 (raios X) ou 2,0 (gama) até 4,0; a ISO 17636-1 exige no mínimo 2,0 na classe A e 2,3 na classe B. Fora da faixa, a exposição é refeita.
  • Sensibilidade e classes A/B (ISO 17636-1)A classe A é a técnica básica; a classe B, a técnica melhorada, para exigências maiores de detecção. Cada classe define filme, telas, distâncias mínimas e IQI. No ambiente ASME, a referência usual é a sensibilidade 2-2T.
  • Geometria da exposiçãoPenumbra geométrica limitada pela norma em função do tamanho da fonte e das distâncias fonte-objeto e objeto-filme; marcadores de posição e identificação em chumbo visíveis na imagem e rastreáveis à peça.
  • Controle de retroespalhamentoLetra B de chumbo fixada no verso do chassi. Se ela aparecer clara sobre fundo escuro, a radiação retroespalhada comprometeu a imagem — e a radiografia é rejeitada e repetida.
  • Filme sem artefatosRiscos, marcas de pressão, manchas de processamento e névoa mascaram indicações. A avaliação só segue com filme limpo, identificado e dentro da densidade.

Normas e critérios

Normas e critérios de aceitação

O método é regido por normas de técnica; a decisão de aprovar ou reprovar vem do código de projeto. O procedimento da CB amarra os dois antes do primeiro filme.

Norma ou códigoO que regePapel na radiografia
ASME V, Artigo 2Método de ensaio radiográficoTécnica: IQI, densidade, geometria, identificação, processamento e registros.
ASME VIII Div. 1 (UW-51 e UW-52)Vasos de pressãoRadiografia total (UW-51) ou por amostragem (UW-52) e critérios de aceitação das juntas.
ASME IXQualificação de procedimentos e soldadoresAceitação radiográfica de corpos de prova (QW-191) na qualificação de EPS e de soldadores.
ASME B31.3 / B31.1Tubulação de processo / de potênciaExtensão da inspeção por categoria de serviço, amostragem progressiva e critérios de aceitação.
API 1104Soldas circunferenciais de dutosProcedimento radiográfico, qualificação e critérios de aceitação específicos para dutos.
API 5LTubos de aço para conduçãoInspeção das soldas de fabricação do tubo (longitudinal ou helicoidal).
AWS D1.1Estruturas de aço soldadasTécnica e critérios para estruturas estática e ciclicamente carregadas.
ISO 17636-1 / ISO 17636-2Técnica radiográfica com filme / digitalClasses A e B, escolha de fonte, filme, telas, IQI e processamento.
ISO 10675-1Níveis de aceitação em radiografia de soldasCorrelação com os níveis de qualidade B, C e D da ISO 5817.
Petrobras N-1595Radiografia em contratos PetrobrasRequisitos específicos de técnica, qualificação de pessoal e laudo.
NR-13Caldeiras, vasos de pressão e tubulaçõesEnsaios não destrutivos como parte das inspeções de segurança conduzidas pelo profissional habilitado.
ASME VASME VIIIASME IXASME B31.3API 1104API 5LAWS D1.1ISO 17636Petrobras N-1595NR-13

Quando o cliente precisa de procedimento radiográfico novo, qualificação de técnica ou auditoria de um fornecedor de END, o trabalho é conduzido pela consultoria Nível III da CB. A visão geral dos métodos e de quando combinar a radiografia com outros ensaios está em ensaios não destrutivos.

Filme ou digital

Radiografia convencional (filme) ou digital (CR/DR)?

A radiografia convencional registra a imagem em filme, revelado quimicamente e lido no negatoscópio — é a técnica prevista na maioria dos códigos e a base do trabalho da CB. A radiografia digital substitui o filme por placas de fósforo (CR, lidas em scanner) ou por detectores (DR, com imagem quase imediata), eliminando químicos e facilitando o arquivamento, com requisitos próprios de resolução e qualidade de imagem na ISO 17636-2 e nos apêndices do ASME V.

A CB avalia a aplicação da técnica digital caso a caso, conforme o escopo, a norma e a exigência do cliente. Entenda as diferenças, as limitações e quando cada técnica compensa em radiografia industrial digital.

Radiografia em preto e branco de cordão de solda com porosidade distribuída e marcadores de posição
Irradiador gama com rótulo de embalagem para transporte de material radioativo

Segurança

Segurança e proteção radiológica

Radiação ionizante exige controle — e o controle é o que diferencia uma empresa licenciada de um risco para a obra. A CB Inspeções é instalação radiativa autorizada pela CNEN/ANSN e opera sob plano de radioproteção próprio, com supervisor de proteção radiológica certificado, operadores registrados e dosimetria individual de toda a equipe.

Em cada serviço: cálculo e isolamento da área controlada, sinalização, monitoração contínua com detector calibrado e dosímetro de leitura direta, procedimentos de emergência e controle de fontes (inventário, testes de fuga e transporte conforme CNEN NN 5.01). Nada disso atrasa a obra: faz parte do planejamento e é apresentado na integração com o cliente.

Saiba como organizamos a proteção radiológica

Como é o serviço

Como é o serviço, passo a passo

Do procedimento ao data book, um único responsável técnico acompanha o ensaio.

  1. Procedimento e planejamento

    Norma e critério de aceitação definidos com o cliente; técnica (raios X ou gamagrafia), fonte, filme, IQI, geometria e tempos calculados no procedimento, sob responsabilidade do Nível III.

  2. Isolamento de área e radioproteção

    Área isolada e sinalizada, monitoração com detector calibrado, dosimetria individual e supervisor de proteção radiológica — conforme o plano de radioproteção da instalação autorizada pela CNEN/ANSN.

  3. Exposição e processamento

    Execução por operadores registrados e inspetores qualificados SNQC/ABENDI; processamento do filme em laboratório móvel na obra ou na base, com controle de químicos e densidade.

  4. Interpretação, laudo e data book

    Leitura no negatoscópio, classificação das indicações, laudo por junta ou peça com status aprovado/reprovado e documentação pronta para o data book da obra.

Entregável

Laudo radiográfico e data book

O laudo radiográfico é o documento que transforma a imagem em decisão. Na CB ele é emitido por junta ou peça, revisado pelo Nível III e organizado para entrar diretamente no data book da obra, junto com procedimento, certificados de qualificação dos inspetores e registros de radioproteção. O que você recebe em cada laudo:

  • Identificação do cliente, obra, desenho/isométrico, junta ou peça, material e espessura.
  • Técnica utilizada: fonte (aparelho de raios X ou Ir-192/Se-75), distâncias, tempo de exposição, filme, telas e técnica de exposição (PSVS, PDVS, PDVD ou panorâmica).
  • Parâmetros de qualidade da imagem: IQI (tipo, posição e fio/furo essencial visível), densidade medida e sensibilidade atingida.
  • Indicações encontradas, com tipo, dimensão e localização em relação aos marcadores de posição.
  • Critério de aceitação aplicado (código, edição e parágrafo) e resultado: aprovada ou reprovada, com indicação de reparo e reinspeção.
  • Assinatura do inspetor qualificado, revisão do Nível III, data e rastreabilidade do filme ou imagem arquivada.

Como contratar: o que enviar para o orçamento

Com estes dados a proposta técnica e comercial sai em até 1 dia útil.

  • Tipo de peça ou junta (solda de topo, tubo, vaso, fundido), material e espessura.
  • Diâmetro e schedule dos tubos, quantidade de juntas ou peças e percentual de inspeção exigido.
  • Norma ou código do projeto e critério de aceitação (ex.: ASME VIII UW-51, B31.3 serviço normal, API 1104).
  • Local do serviço, condições de acesso, energia disponível, turno de trabalho e prazo.
  • Documentação exigida pelo cliente ou fiscal (procedimento, certificados, requisitos de integração).

Quer conhecer a empresa antes? Veja quem é a CB Inspeções.

FAQ

Perguntas frequentes sobre radiografia industrial

O que é radiografia industrial?

É um ensaio não destrutivo que usa radiação ionizante (raios X ou raios gama) para registrar a imagem interna de soldas, fundidos e componentes, revelando descontinuidades como poros, trincas e falta de fusão sem danificar a peça. O registro (filme ou imagem digital) é permanente e pode ser reavaliado pelo cliente ou pela fiscalização.

Qual a diferença entre raios X e gamagrafia?

Raios X vêm de um aparelho elétrico que liga e desliga e oferece maior contraste em espessuras menores; a gamagrafia usa fonte radioativa selada (Ir-192 ou Se-75), é portátil, não depende de energia e penetra espessuras maiores, por isso domina o trabalho em campo. A CB define a técnica no procedimento conforme material, espessura, geometria, acesso e exigência da norma.

Quais defeitos a radiografia industrial detecta?

Porosidade, inclusões de escória, falta de fusão, falta de penetração, trincas e mordeduras em soldas, além de vazios em fundidos e variações de espessura ou corrosão interna em tubulações. Descontinuidades planares muito fechadas e desalinhadas em relação ao feixe são o limite do método — nesses casos o procedimento pode prever técnica complementar.

Em quanto tempo sai o laudo radiográfico?

Em geral a revelação e a interpretação preliminar acontecem no mesmo dia do ensaio, em laboratório móvel na obra ou na base; o laudo assinado por inspetor qualificado e revisado pelo Nível III é emitido no prazo definido na proposta, normalmente em poucos dias úteis.

Radiografia industrial é perigosa?

Executada por instalação autorizada pela CNEN/ANSN, com área isolada, monitoração e supervisor de proteção radiológica, o risco é controlado. A CB Inspeções é licenciada e opera sob plano de radioproteção próprio, com dosimetria individual de toda a equipe.

O que o laudo radiográfico contém?

Identificação da junta ou peça, técnica e fonte utilizadas, parâmetros de qualidade da imagem (IQI, densidade, sensibilidade), indicações encontradas com localização, critério de aceitação aplicado e resultado aprovado/reprovado, assinado pelo inspetor e revisado pelo Nível III. Os filmes ou imagens ficam arquivados e disponíveis.

Quanto custa a radiografia industrial?

O preço depende da quantidade de juntas ou peças, diâmetro e espessura, técnica (raios X ou gamagrafia), percentual de inspeção, local, turno e prazo. Por isso trabalhamos com proposta por escopo: envie os dados pelo formulário de orçamento ou pelo WhatsApp e retornamos em até 1 dia útil.

Precisa de radiografia industrial com laudo que o fiscal aceita?

Envie tipo de junta, material, espessura, quantidade, norma, local e prazo. Respondemos com proposta técnica objetiva, técnica definida e prazo de mobilização.